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💊 A nova moda é empilhar suplementos
Ganha força nas redes o “supplement stacking”, prática de combinar vários suplementos ao longo do dia: creatina no café, pré-treino antes da academia, eletrólitos na garrafinha, carboidrato durante o exercício e proteína depois.
O problema começa quando o “monte” de suplementos de um influenciador vira receita para milhares de seguidores, sem considerar exames, alimentação, rotina ou objetivo de cada um.
Um risco concreto é a soma de estimulantes: café, pré-treino e energético entram na mesma conta, e o excesso pode provocar palpitações, ansiedade, tremores e alterações no sono.
Vale orientar o aluno a buscar avaliação profissional antes de aderir e reforçar uma pergunta simples: para que estou tomando isso?
Você já viu essa moda entre os seus alunos? Conta nos comentários!
🚫 Anvisa retira do mercado linha de bebidas proteicas
A Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes de quatro versões do NotShake Protein e proibiu a fabricação, a venda, a propaganda e o uso do produto no país. Segundo a agência, as bebidas eram vendidas com finalidade de suplementação, mas não foram notificadas como suplemento dentro do prazo previsto na regulamentação, encerrado em 1º de setembro.
A decisão aponta ainda estudos insuficientes para comprovar que o produto mantém suas características até o fim da validade e considera inadequada a alegação “zero lactose”.
Fica o lembrete de que rótulo de proteína não garante registro em dia, e que vale conferir a situação do produto antes de indicá-lo para os seus alunos.
💎 A academia que cobra até R$ 2,8 mil por mês
Uma academia de luxo em Florianópolis cobra mensalidades de R$ 1,5 mil a R$ 2,8 mil e se apresenta como “wellness house”, conceito que reúne treino, recuperação e bem-estar no mesmo endereço.
Além da musculação, o plano mais caro inclui aulas coletivas, nutricionista, doze massagens por mês, banheiras de gelo, sauna e até uma sala de sono. Os equipamentos memorizam cargas e se ajustam sozinhos, e a entrada é liberada por pulseira.
O caso mostra o que sustenta um ticket alto no segmento premium: experiência completa, recuperação e personalização pesam mais do que o equipamento em si. Serve de termômetro para quem pensa em posicionar o próprio serviço acima da média do mercado.
Já pensou em investir nesse segmento premium? Conta nos comentários!
🥇 Aos 90 anos, ele venceu mais um campeonato de fisiculturismo
O japonês Toshisuke Kanazawa venceu a categoria acima de 85 anos do campeonato nacional máster, em Hiroshima, e chegou ao 19º título da carreira. Ele tinha abandonado as competições aos 34 anos e só voltou aos 50, para alegrar a esposa, que enfrentava problemas de saúde.
Vegetariano desde então, mantém uma rotina alimentar simples, baseada em arroz integral, sopa de missô e natto, a soja fermentada que é uma das principais fontes de proteína da dieta japonesa.
Um caso isolado não define a melhor dieta para ninguém. O que a história ilustra bem é o efeito de quatro décadas de constância: um corpo ainda competitivo aos 90 anos.
Conhece alguém que precisa de uma inspiração? Encaminhe esta edição para ele!
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Treinar até a falha: novos estudos trazem novos paradigmas
Pela primeira vez desde 2009, o Colégio Americano de Medicina Esportiva (maior organização mundial dedicada à medicina esportiva e à ciência do exercício) atualizou suas recomendações de treino resistido, reunindo 137 revisões sistemáticas e cerca de 30 mil participantes.
E uma das conclusões mexe com uma opinião muito comum em qualquer academia, estúdio ou consultoria.
Para hipertrofia, não é preciso levar toda série até a falha. O que sustenta o resultado é o volume semanal, algo em torno de dez séries por grupo muscular, somado à sobrecarga progressiva e à constância.
Onde a falha ainda pesa
A resposta muda conforme a carga. Com cargas baixas, chegar perto da falha parece ser o que permite recrutar as unidades motoras de alto limiar, aquelas ligadas às fibras do tipo II, e alcançar ganhos parecidos aos do treino pesado.
Com cargas altas, uma revisão sistemática brasileira levanta uma possível hipótese. Segundo os estudos, quem treina até a falha acaba fazendo mais repetições no total, e o ganho extra vem justamente desse volume a mais. Tanto que, nos estudos em que os dois grupos fizeram o mesmo volume, a diferença desapareceu.
O custo de ir até o fim
Levar à falha cobra caro. O estudo associa a prática prolongada a mais fadiga, risco de lesão por esforço repetitivo e picos de pressão arterial, o que pede cautela redobrada com alunos idosos e hipertensos.
Em homens idosos, inclusive, estudos não encontraram diferença significativa de hipertrofia e força entre treinar até a falha ou parar antes.
Vale então tratar a falha como ferramenta pontual, escolhida pela carga, pelo nível de treinamento e pelo perfil do aluno, em vez de regra para toda série. As novas diretrizes resumem bem o espírito da coisa: consistência rende mais que complexidade.
Quase ninguém orienta o esporte mais praticado no Brasil
A corrida é o esporte mais praticado do mundo, e o Brasil ganhou dois milhões de novos corredores em um ano, chegando a 15 milhões. O perfil mudou junto: as mulheres já são metade dos praticantes e a classe C virou o maior grupo dentro da modalidade.
O problema aparece na porta de entrada: correr exige só um tênis e vontade, e é essa facilidade que faz a maioria começar sem nenhuma orientação.
Muitos corredores, muitas lesões
Quase 12 milhões de pessoas concluíram corridas de rua no país entre 2023 e 2025, e o crescimento veio acompanhado das lesões por sobrecarga, concentradas justamente em iniciantes e amadores.
Os motivos se repetem: pressa para evoluir, volume de treino acima do que o corpo aguenta e ausência de trabalho de força. Pode ser falta de disciplina do aluno, mas também é falta de alguém para acompanhar.
Falta orientação, mas não falta oportunidade
A corrida de rua movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão no Brasil em 2025, somando inscrições, equipamentos, patrocínios e assessorias. As provas oficiais quase dobraram, somando mais de 5 mil em um ano.
Ou seja, a orientação profissional já faz parte dessa conta, e a base não para de crescer: a faixa de 20 a 24 anos avançou mais de 2.300% nas provas de 5 km e 10 km em três anos.
Para ocupar esse espaço, domine o que o corredor não enxerga sozinho: progressão de volume, periodização até a data da prova, treino de força como suporte e leitura dos sinais de sobrecarga antes que virem lesão.
E vá aonde ele já está. Os grupos de corrida são o ponto de encontro natural desse público e o melhor lugar para se apresentar como quem faz a ponte entre correr por prazer e correr sem se machucar.
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